Vereador Alessandro Moreira conduz audiência pública sobre uso de cerol e linhas cortantes em Várzea Grande
A Câmara Municipal de Várzea Grande sediou, na manhã desta quinta-feira (11), audiência pública presidida pelo vereador Alessandro Moreira (MDB) para debater a comercialização, o armazenamento e o uso de cerol e linhas cortantes utilizadas em pipas e pandorgas. O encontro reuniu autoridades, representantes de órgãos de segurança, lideranças comunitárias, profissionais da educação e moradores, motivado pelo caso recente que vitimou o jovem Davi, criança de 9 anos que morreu após acidente causado por linha cortante.
Compuseram a mesa de honra o vereador Samir Bosso Katumata (PL); a secretária de planejamento e gestão da Câmara Municipal, Lorineide Inhan; a delegada da Polícia Judiciária Civil, doutora Núbya Reis; o deputado estadual doutor João (MDB); o secretário municipal de Educação, Igor Cunha; o tenente-coronel Franklin, o comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos; a defensora pública Cleide Regina; a senhora Ângela Maria Silva, mãe de Davi; e o presidente da CDL de Várzea Grande, Luiz Roberto, além de demais autoridades e lideranças presentes.
Durante a audiência, Ângela, fez um pronunciamento marcado pela emoção ao relatar a dor da família e pedir a adoção de medidas que evitem que novas tragédias aconteçam. Ela destacou que o filho não estava soltando pipa no momento do acidente, mas apenas transitava de bicicleta pelo trajeto habitual até a escola, quando foi atingido pela linha cortante. A mãe reforçou o pedido de responsabilização e prevenção: “Que nenhuma família passe pelo que estamos passando.”
Demais participantes que se manifestaram, ressaltando a gravidade da prática e a urgência de uma atuação integrada entre poder público, órgãos de fiscalização e sociedade. Muitas falas seguiram o mesmo tom: reconhecimento da dor da família, defesa de medidas mais rígidas e apelo pela união dos poderes para enfrentar o problema.
O vereador Samir Katumata destacou a necessidade de leis mais rigorosas e sugeriu que o comércio flagrado vendendo materiais proibidos tenha o alvará cassado. Ele defendeu uma campanha permanente, com caráter educativo e punitivo, para coibir o uso de linhas cortantes no município.
O deputado estadual Dr. João apresentou o panorama das legislações existentes tanto estaduais quanto municipais que já proíbem o uso de cerol, mas que, segundo ele, carecem de efetividade por falta de mecanismos de fiscalização e de punições mais claras. Ele propôs a construção de um novo projeto de lei em conjunto com o município, reforçando que o tema exige ação integrada entre Legislativo, Executivo e órgãos de segurança.
O secretário municipal de Educação, Igor Cunha, também emocionado, destacou que o caso envolvendo Davi foi o episódio mais desafiador enfrentado desde que assumiu a pasta. Ele anunciou que a Secretaria implementará ações pedagógicas preventivas, incluindo orientações sobre segurança, confecção adequada de pipas e atividades educativas dentro das escolas.
Igor também defendeu alterações na legislação, apontando fragilidades nas normas atuais e defendendo que infrações sejam tratadas de forma mais rigorosa, com penalidades administrativas e possibilidade de enquadramento criminal.
Ao final da audiência, o vereador Alessandro Moreira (MDB) informou que será elaborada uma ata contendo as propostas e manifestações apresentadas, com encaminhamento formal aos órgãos competentes, incluindo Executivo, forças de segurança, Ministério Público e entidades de fiscalização.
O parlamentar destacou que o Legislativo municipal tem o dever de promover o debate público e contribuir para a construção de políticas preventivas:
“A Câmara Municipal é a casa de todos nós. Estamos aqui à disposição e temos que trazer a sociedade para dentro da Casa para discutir temas relevantes.”
Representando o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), a secretária municipal de Planejamento e Gestão, Lorineide Inhan, reforçou que o Legislativo vem promovendo audiências e abrindo espaço permanente para que a sociedade participe das discussões sobre temas sensíveis e urgentes, como a segurança de crianças e jovens.

